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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Crônica: "Vocação", Rita de Cassia Vasconcelos

 Vocação

Recentemente tive contato com 3 gêneros textuais que me fizeram refletir _ mas já aviso: sem chegar a uma conclusão definitiva _ sobre vocação.

O primeiro gênero foi um filme: Soul, da Disney Pixar, em quem, desculpe o spoiler, a “moral da história” é que a verdadeira vocação, pelo menos daquele personagem, era viver a vida saboreando cada momento, e não passar a vida toda tentando encontrar qual é sua função social ou profissional no mundo.

O segundo gênero textual que me remeteu à questão da vocação foi um roteiro pedagógico para o desenvolvimento de atividades escolares sobre “Projeto de vida”. O objetivo era iniciar junto aos alunos da minha escola, uma reflexão do tipo “o que você quer ser quando crescer?”.

E o terceiro texto que continuou martelando essa tal de vocação na minha cabeça foi a crônica de Clarice Lispector, “As Três experiências”, que me despertou admiração misturada com inveja, pois a autora demonstra brilhantemente e com muita segurança que sabia exatamente para que ela nasceu: amar, escrever e ser mãe.

Com isso eu estou aqui tentando concluir de forma inspiradora essa mal traçada crônica, de forma que meu texto inspire jovens a encontrarem sua vocação. O primeiro problema é que eu não sou nem de longe a Clarice Lispector! Embora seja uma professora de Língua Portuguesa e tenha, de fato, tal qual Clarice, “o domínio da língua”, eu não tenho o talento dela. Quem me dera... Porque assim eu poderia dizer que também nasci para ser mãe e para escrever.

O segundo problema é que minha ferrenha e impiedosa autocrítica não deixa eu dizer que minhas VOCAÇÕES são ser mãe e escritora, porque isso significaria dizer que eu faço essas duas coisas muito que muito bem feitas. Só que não... Infelizmente... Principalmente quanto a ser mãe.

Não que eu seja uma mãe ruim. Claro que não. Mas é que eu não sei se eu sei bem o que estou fazendo. Todos os dias eu estou aprendendo a ser mãe. Todos os dias eu tento fazer uma autoavaliação, pesquisar, encontrar outras metodologias, outras estratégias, replanejar, me reinventar. Às vezes funcionada, dá certo... Às vezes não... E lá vou eu replanejar novamente.

Até pouco tempo, eu acreditava e dizia que minha vocação era ser professora, mas esses “tempos de pandemia” impossibilitaram a realização de aulas presenciais, as quais eu dominava, e consequentemente comprometeram o aprendizado dos alunos, me fazendo questionar se realmente essa é minha vocação: ser professora. Porém, mesmo insatisfeita e agoniada de saber que meus alunos não estão aprendendo como eu gostaria, como eles mereciam, eu continuo avaliando minhas práticas, pesquisando tentando encontrar outras metodologias, ferramentas, estratégias, replanejando, me reinventando.

Aí eu pensei: (estou pensando nisso agora enquanto crio essa crônica) se até para ser mãe eu ajo como professora, me autoavaliando, (sou minha pior aluna), pesquisando, encontrando outras metodologias, outras estratégias, replanejando, errando, acertando, me reinventando, dando o meu melhor para que o outro consiga atingir seu melhor também, então parece que essa é mesmo minha vocação: eu sou professora, professora dos meus alunos, professora da minha amada filha, professora das pessoas que amo, professora de mim mesma.

Vocação vem do latim “vocatio” que significa “um chamamento”. Portanto, podemos entender a vocação como aquela voz que nos chama, que sempre fala mais alto na nossa cabeça. No meu caso é a voz da “Dona Rita”, a professora de Língua Portuguesa.

E para você que está lendo esse texto, e que eu espero humildemente inspirar de algum modo: Qual é a voz que te chama e te guia?

 

Rita Vasconcelos

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Redação dissertativa argumentativa: Tema - As consequências do Preconceito Linguístico - Rita Vasconcelos

 Preconceito linguístico

      “Lascou-se miséra”; “Seu amarelo mentiroso”; “…tá aqui a gaita que Padim Ciço mandou lhe dar”; “Valha minha nossa senhora”,  são trechos de "Auto da Compadecida, do autor Ariano  Suassuna, expoente da Geração de 45, fase do Modernismo que teve como uma de suas características a representação das variedades linguísticas de diferentes regiões do Brasil. Mas se nas obras de ficção da Geração de 45 essas variações linguísticas são valorizadas como partes inerentes à formação da identidade e da cultura dos personagens, na realidade esses modos de falar muitas vezes reforçam estereótipos e preconceitos, levando à discriminação e ao aumento das desigualdades.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Diário de bordo: DIÁRIO DE BORDO DE VIAJANTE INTERGALÁCTICO - Rita Vasconcelos

 


DIÁRIO DE BORDO. DIA 9320 DO ANO DA QUINTA LUA DE ZIGS

HÁ 5 LUAS ESSA EXPEDIÇÃO SAIU  EM  MISSÃO HEROICA DE ENCONTRAR OUTRO PLANETA QUE OFERECESSE CONDIÇÕES DE VIDA SEMELHANTES ÀS DE ZIGS. DADOS CAPTADOS POR NOSSAS SONDAS INTERGALÁTICAS MOSTRARAM INFORMAÇÕES PROMISSORAS NO TERCEIRO PLANETA  DO SISTEMA DA ESTRELA QUE HOJE SABEMOS QUE "ELES" CHAMAM DE SOL. PARA NÓS CPKY19, PARA "ELES", A "TERRA", ERA NOSSA ESPERANÇA.

Artigo de opinião : VIDAS NEGRAS IMPORTAM - Rita Vasconcelos

VIDAS NEGRAS IMPORTAM

 

"VIDAS NEGRAS IMPORTAM" É O SLOGAM DE UM CAMPANHA ANTIRRACISMO INICIADA DEPOIS QUE UM HOMEM NEGRO FOI MORTO PELA POLÍCIA NOS ESTADOS UNIDOS. ESSE FATO DESENCADEOU COMOÇÃO TAMBÉM AQUI NO BRASIL. PORÉM ALGUMAS PESSOAS LEVANTARAM O QUESTIONAMENTO DE QUE NÃO SÃO SÓ AS VIDAS NEGRAS QUE IMPORTAM, MAS SIM TODAS AS VIDAS. EMBORA ISSO SEJA VERDADE, SÃO AS VIDAS NEGRAS QUE TÊM SIDO MUITO MAIS DESVALORIZADAS, SUBJULGADAS, MARGINALIZADAS, PERDIDAS AO LONGO DA HISTÓRIA BRASILEIRA. É O QUE MOSTRAM OS DADOS DIVULGADOS EM 2017, QUE DEMOSNTRAM QUE A CADA 23 MINUTOS UM JOVEM NEGRO É ASSASSINADO, E DE CADA 100 PESSOAS ASSASSINADAS NO BRASIL, 71 SÃO NEGRAS. NESSE CONTEXTO, A REFLEXÃO PROPOSTA PELA FRASE "VIDAS NEGRAS IMPORTAM" É PERTINENTE, IMPORTANTE E URGENTE.

O BRASIL FOI O ÚLTIMO PAÍS A ABOLIAR A ESCRAVIDÃO. E A MANEIRA COM QUE ISSO FOI FEITO, SEM NENHUMA MEDIDA DE INSERÇÃO DOS EX-ESCRAVISADOS NA SOCIEDADE, PROMOVEU A MARGINALIZAÇÃO DAS PESSOAS NEGRAS. COM ISSO, OS NEGROS SE TORNARAM MAIS VULNERÁVEIS À DESIGUADADE, À POBREZA, À BAIXA ESCOLARIDADE, AO SUBEMPREGO E À VIOLÊNCIA, CONTEXTO QUE AINDA FAZ PARTE DA REALIDAE BRASILEIRA ATUALMENTE.

ONDAS DE COMOÇÃO E DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO RACIAL SÃO COMUNS QUANDO A MÍDIA NOTICIA ALGUM FATO CHOCANTE SOBRE O ASSUNTO COMO, POR EXEMPLO, UM CASO DE RACISMO FLAGRADO POR CÂMERAS DE CELULARES, OU QUANDO UMA CRIANÇA NEGRA É MORTA POR UMA BALA "PERDIDA" DURANTE UMA AÇÃO POLICIAL. PORÉM, PASSADA A COMOÇÃO INICIAL, O ASSUNTO PERDE ESPAÇO. NÃO EXISTE UMA EFETIVA E CONSTANTE DISCUSSÃO SOBRE MEDIDAS AFIRMATIVAS QUE POSSAM BENEFICIAR A POPULAÇÃO NEGRA, ATRAVÉS DA IGUALDADE SOCIAL, VALORIZAÇÃO CULTURAL, ACESSO A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL, ETC.

PORTANTO, AINDA QUE TODAS AS VIDAS IMPORTEM, SÃO AS VIDAS NEGRAS QUE TEM SIDO MAIS PERDIDAS, DESPERDIÇADAS, DESVALORIZADAS AO LONGO DOS TEMPOS. O BRASIL TEM ESSA DÍVIDA HISTÓRICA COM A POPULAÇÃO NEGRA QUE FOI ABANDONADA ENQUANTO UMA ELITE BRANCA ENRIQUECIA. SENDO ASSIM, JÁ ESTÁ MAIS QUE NA HORA DE TODA A SOCIEDADE DISCUTIR O QUE DEVE SER FEITO PARA REVERTER ESSE QUADRO. MAS ESSA LUTA NÃO DEVE SE RESTRINGIR A POSTAGENS E HASHTAGS EM REDES SOCIAIS, ELA DEVE ACONTECER NAS VÁRIAS ESFERAS DA SOCIEDADE: CONGRESSO, ESCOLAS, ASSOCIAÇÕES, GRUPOS COMUNITÁRIOS, VEÍCULOS DE MÍDIA, ETC. A QUESTÃO RACIAL NÃO DEVE GANHAR ESPAÇO APENAS QUANDO ALGUM NEGRO SE TORNA VÍTIMA, ISSO DEVE OCORRER ANTES QUE MAIS NEGROS SE TORNEM VÍTIMAS.


RITA DE CÁSSIA VASCONCELOS



Conto de humor: FINAL DO CAMPEONATO - Rita Vasconcelos - NARRATIVA BASEADA EM IMAGEM (INTERTEXTUALIDADE)

FINAL DE CAMPEONATO

 

NA FINAL DO CAMPEONATO REGIONAL DE FUTEBOL AMADOR, SPARTA E MATUTINENSE DISPUTAVAM O TÍTULO. O EMPATE DAVA O TROFÉU AO MATUTINENSE. O PLACAR SEGUIA EM 0 A 0, ATÉ QUE NOS ACRÉSCIMOS DO SEGUNDO TEMPO, FARINHA, ZAGUEIRO DO MATUTINENSE, COMETE UMA FALTA NA ÁREA E O JUIZ DÁ PENÁLTI PARA O TIME ADVERSÁRIO. CAFÉ COBRA E MARCA O GOL DA VITÓRIA PARA O SPARTA. O JUIZ APITA E TERMINA A PARTIDA. 

COMEÇA UMA CONFUSÃO, UM EMPURRA-EMPURRA, E AS TORCIDAS IVADEM O CAMPO. MAS AO CONTRÁRIO DO QUE SE POSSA IMAGINAR, OS TORCEDORES DO MATUTINENSE NÃO CORRERAM PARA CIMA DOS ADVERSÁRIOS NÃO. ELES QUERIAM ERA BATER NO COITADO DO FARINHA.

O RAPAZ SAIU CORRENDO PELOS MORROS DE SÃO GOTARDO, QUASE BOTANTO OS BOFES PARA FORA E A TORCIDA ATRÁS QUERENDO SE VINGAR PELA DERROTA.

JÁ QUASE SEM FÔLEGO, FARINHA VIRA EM UM BECO E CONSEGUE DESPISTAR OS TORCEDORES ENFURECIDOS. PULA UM MURO E CAI NO QUINTAL DE UMA CASA ONDE HAVIA ALGUMAS ROUPAS NO VARAL. O RAPAZ ENTÃO TEM UMA IDEIA: COM UM VESTIDO E UM LENÇO NA CABEÇA, ELE SE DISFARÇA DE VELHINHA. 

FARINHA, ENTÃO, PULA O MURO NOVAMENTE, E CONSEGUE CHEGAR NA RODOVIÁRIA DA CIDADE. NINGUÉM SABE O DESTINO DELE A PARTIR DALI, MAS É CERTO QUE NUNCA MAIS REGRESSOU À SUA CIDADE NATAL: MATUTINA.

                                                RITA DE CÁSSIA VASCONCELOS.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

POEMA: DO QUE MAIS GOSTEI - Rita Vasconcelos

Do que mais gostei

                                      RITA DE CÁSSIA VASCONCELOS 


De criança,

Só da escola.


De mocinha, 

Quase nada.


Moça feita,

A faculdade... 

Professora diplomada.


De mulher,

O beijo dele... 

Nossa história 

Apaixonada!


De mamãe,

A Melissinha, 

Abelhinha tão amada!

Texto dissertativo-argumentativo: TEMA: A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER DEVE SER UMA LUTA DE TODOS: HOMENS E MULHERES - Rita Vasconcelos

 

IGUALDADE DE GÊNEROS É UMA LUTA DE TODOS

           A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER TEM SUAS RAIZES EM PENSAMENTOS RETRÓGRADOS QUE CONSIDERAM A MULHER COMO UM SER INFERIOR E PROPRIEDADO DO HOMEM: PAI OU MARIDO.

          ESSA MENTALIDADE PODE CULMINAR EM EPISÓDIOS DE VIOLÊNCIA NÃO APENAS FÍSICA, MAS TAMBÉM PSICOLÓGICA, PATRIMONIAL, SEXUAL OU MORAL QUE, INÚMERAS VEZES, SÃO SILENCIADOS PELO MEDO, VERGONHA, OU FALTA DE OPÇÕES E APOIO.

          POR SE TRATAR DE UM PROBLEMA QUE ADVÉM DE UMA IDEOLOGIA DANOSA, OU SEJA, DA PERSISTÊNCIA DE VALORES EQUIVOCADOS, A SOLUÇÃO NÃO É RESPONSABILIDADE APENAS DAS MULHERES, MAS SIM DE TODA A SOCIEDADE.

         PORTANTO HOMENS E MULHERES DEVEM DEBATER E REFLETIR SOBRE ESSA QUESTÃO, COM O INTUITO DE DESENVOLVER AÇÕES, EM DIFERENTES ESFERAS SOCIAIS, PARA PROMOVER A IGUADADE DE GÊNEROS.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Artigo de opinião: A longa trajetória de luta feminina - Rita Vasconcelos

 

A longa trajetória de luta feminina

 

Escolher o que vestir, poder jogar futebol, poder tirar carteira de motorista. Poder emitir sua opinião.

Escolher com quem se relacionar. Ter liberdade sexual, decidir quando ter filhos ou se vai ou não ter filhos.

Decidir com quem vai se casar, se quer ou não adotar o nome do cônjuge. Poder se divorciar sem sofrer discriminação. Ter direito a requerer a guarda dos filhos em caso de separação.

Poder frequentar escolas e universidades, ingressar no mercado de trabalho formal, ter independência financeira, ter cartão de crédito, assumir cargos de liderança.

Ser amparada pela lei diante da violência doméstica ou sexual. Poder votar e ser votada. Ter voz nas decisões políticas da sociedade. Ter seus direitos reconhecidos pela Constituição Federal.

Todos esses direitos sempre pertenceram à maioria dos homens. Já para as mulheres, todas essas conquistas só foram alcançadas depois de longos anos de cerceamento, graças às bravas mulheres que ousaram enfrentar as imposições da sociedade, quebrar barreiras e tabus, desconstruir padrões e lutar por igualdade.

Hoje em dia, para muitos pode existir a sensação de que há igualdade entre homens e mulheres. Porém, o machismo institucionalizado faz com que mulheres, principalmente as de classes mais baixas, fiquem vulneráveis ao julgamento da sociedade patriarcal e tenham, assim, sua voz silenciada e sua participação na sociedade restringida.

Por tudo isso, as lutas femininas do passado devem ser lembradas e honradas, servindo de inspiração para as mulheres do presente refletirem sobre quais são as novas batalhas que merecem ser travadas em busca de igualdade de direitos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Conto de humor e suspense : Fome tenebrosa - Rita Vasconcelos

Fome tenebrosa

Era uma noite escura e tempestuosa. Eu estava no meu quarto. De madrugada. Com insônia. De novo. Bateu uma fome enorme no meio da noite. O relógio despertador marcava 3:37. E eu com medo de descer as escadas até a cozinha. Medo de assombração.

Estava no meio da escada quando vi uma luz vindo da cozinha. Minha alma saiu de dentro de mim, me chamou de idiota morto de fome, me deu um tapa na orelha e voltou pra dentro do meu corpo.

Me encolhi na escada e fiquei ali paralisado de medo por alguns minutos, mas, para mim, pareceram séculos. Maldita hora que fui sair do meu quarto pra assaltar a geladeira! Se eu tivesse ficado quieto lá, a assombração poderia ficar sossegada assombrando a casa numa boa. Ninguém precisava saber. Ela na dela e eu na minha. Todo mundo feliz. Mas meu estômago é um buraco negro…

Enfim… Ainda tremendo, e com o coração disparado, eu terminei de descer as escadas e fui em direção à porta da sala que ficava logo em frente. Meu plano era pegar a vassoura que minha mãe deixa perto da porta pra espantar visita chata, e atacar a assombração.

Detalhe: em nenhum momento cogitei a possibilidade de que fosse um ladrão, por exemplo. Foquei na ideia de que era assombração e contra assombração o mais eficaz é usar uma vassoura. Se fosse vampiro era alho, e se fosse lobisomem era bala de prata. Fiquei feliz por ser assombração porque não temos bala de prata em casa e o alho fica na cozinha.

Não cobrem pensamento lógico de alguém sonolento, amedrontado e faminto às 3 e tantas da manhã…

Peguei a vassoura e fui me esgueirando na escuridão em direção à cozinha. Pé ante pé. Tomando cuidado para não esbarrar nos móveis da sala e me preparando espiritualmente para pegar a assombração de surpresa. Rezei todas as orações que conhecia. Um total de duas.

Eu já estava na entrada da cozinha, quando vi que a assombração estava mexendo na geladeira. Daí a luz que eu vi da escada.

Levantei a vassoura para armar o golpe certeiro, mas me assustei com um barulhão de peido, esbarrei a vassoura em um vaso de vidro, que caiu e se espatifou!

Eu: _ Ahhhhhhhhhh!

A assombração: _ Ahhhhhhhhhh!

Ela deixa um prato de pudim cair no chão, fecha a porta da geladeira com força e olha pra mim!

Aquela figura horrenda! Com a cara gosmenta, toda verde. Aqueles bobs na cabeça…

Espera aí: bobs na cabeça?

_ Mãe???? Pelo amor de Deus! Quer me matar de susto? O que você está fazendo aqui uma hora dessas? O que é isso na sua cara?

_ Você que quase me matou! Por que chegou gritando, inferno??? Palhaçada! E pra que essa vassoura? Eu vim comer alguma coisa. Por que? Não posso?

_ Pode, mãe… Mas porque não acendeu a luz? E o que é isso na sua cara?

_ É creme, inferno!

Meu pai e minha irmã descem a escada correndo. Meu pai com um rodo na mão.

_ O que isso, gente? O que está acontecendo?

_ Calma, pai! É uma longa história…

No fim das contas comemos o pudim, rimos da situação e combinamos um código para os próximos eventos de assalto à geladeira na madrugada: se você não for um ladrão ou uma assombração, solte um peido!

 

Rita de Cássia Vasconcelos

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Poema: Os cabelos de Nanan - Rita Vasconcelos

Esse poema é uma homenagem para minha maior inspiração, minha amada filhinha Melissa


Os cabelos de Nanan


Bu, Bubu, Tibubu...

Banany, Nany, Nanan...

Como é doce acordar,

Ver meu anjinho a sonhar

Ao meu lado toda manhã.

 

Laço, fita, rabicó

Nananina ninanan!

Meus cachinhos desmanchar?

Deixa o vento balançar

Os cabelos de Nanan!

 

Peto peto pepeto...

Magia no sutiã.

Te amamentar todo dia

É minha maior alegria,

Menininha da maman.

 

De onde vem inspiração?

Do meu pequeno talismã.

Poema melhor eu não faria,

Pois há muito mais poesia

Nos cabelos de Nanan.

 

Rita de Cássia Vasconcelos

terça-feira, 21 de julho de 2020

Artigo de opinião: Preconceito linguístico não é val - Rita Vasconcelos

  "Preconceito linguístico não é val"

                       As pessoas aprendem a falar com seus pais e familiares. Cada palavrinha nova pronunciada de forma "elada" pelo filhinho ou filhinha é celebrada pelos pais orgulhosos e babões. Com a mamãe aprende-se os nomes das cores, dos bichinhos, dos objetos... Com o papai aprende-se o nome dos carros, dos times, das ferramentas... Com a avó aprende-se um ditado popular, o nome de uma erva... Com o padrinho aprende-se uma piada... Com os primos aprende-se os nomes e regras das brincadeiras ( "Dá dois toques não é val! Deixa! Ele é café com leite")... Com o irmão mais velho aprende-se uma gíria adolescente...  Aprende-se _ escondido _ uma palavra feia, escutando uma conversa de adulto... E em meio a todas essas conversas aprende-se o "oxente" ou o "uai", ou seja,  o sotaque, a identidade cultural-linguística, carregada de muita história, bons momentos, tradições e afetividade.
                      Como é possível dizer que esse modo de falar, herdado da família, é ERRADO!?!
                      Já o escrever é aprendido na escola, a duras penas! Cada letra, sílaba e palavra são uma vitória, para aluno e professora. São anos e anos de ditados, textos, provas, livros, regras, normas... Tudo conquistado com muito esforço para, aos poucos, ir se formando um indivíduo capaz de interagir com o mundo de forma crítica e autônoma, através da linguagem. Um indivíduo que se informa, reflete, questiona, argumenta, defende, critica, ensina, aprende, aprova, desaprova, recomenda, explica, expõe, se expressa, enfim, um indivíduo que age e interfere no mundo a partir de seus conhecimentos linguísticos.
                        Como é possível rejeitar esse conhecimento sobre a Linguagem padrão se ele é tão libertador!?!
                        Por tudo isso, concluímos que não existe linguagem certa ou errada, existem diferentes tipos de linguagem falada e existe a linguagem padrão. Cada uma delas tem o seu momento e sua função. Cabe a cada um aprender o máximo possível sobre todas essas linguagens, para que possa escolher aquela que seja melhor em cada situação de comunicação.
                        Dessa forma, podemos dizer sem medo que "Preconceito linguístico não é val!"

                                                                                           Professora Rita de Cássia Vasconcelos.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Texto dramático: Tu pra lá tu pra cá - Artur Azevedo -Texto do PET de Língua Portuguesa - 7° ano

TU PRA LÁ TU PRA CÁ
(Autor: Artur Azevedo)

Lousada, sujeito de meia-idade; Carolina, mulata gorda.
 ​Lousada. — Ó Carolina, puseste ao sol a cartola e a sobrecasaca?
Carolina. — Sim, senho.
L. — Vai buscá-las.
C. —- (trazendo os objetos pedidos). O senho vai fazê alguma visita de
importância?
L. — Vou à central receber o Pena.
C. —• Que Pena?
L. — O futuro presidente da República.
C. — O Senho conhece ele?
L. — Se o conheço! Ora essa! Tratamo-nos por tu!
C. — Saia daí, seu Lousada! deixe de prosa!. . .
L. — De prosa como?
C. — Faz quatro ano que o senho foi à centra recebe o Rodrígue Arve, e também
nessa ocasião me disse que tratava ele por tu. . .

domingo, 5 de março de 2017

Intertextualidade: Novas versões para contos de fada - Textos dos alunos



Os textos a seguir são produções de alunos do oitavo ano do ensino fundamental - 2017. O objetivo era criar versões modernas para contos de fada clássicos. 

A verdadeira riqueza

Ele era o príncipe da pequena cidade, reinava soberano, pois não havia problema que não pudesse ser resolvido com o dinheiro de seu pai. Vivia em seu castelo com 3 suítes, piscina, sauna e quadra de futebol; andava em seu cavalo branco, ou melhor, nos 162 cavalos de sua Ducati branca; e o que não faltava a seu lado eram princesinhas.
Filho de um grande fazendeiro, não estudava mais no colégio particular da cidade, pois, além de não ser o que se possa chamar de um bom aluno, havia sido expulso depois de inúmeras vaciladas seguidas de novas oportunidades muito bem pagas pelos papais superprotetores.
No único colégio público que o aceitou, somente graças a uma ordem judicial, as meninas se dividiam em duas classes: as que adoravam Gean Michel e as que amavam Gean Michel; e os meninos se dividiam também em duas classes: os que invejavam Gean Michel e os que queriam ser Gean Michel.
Pelo menos era assim que o playboyzinho Gean Michel pensava até a chegada de André, um aluno novo vindo de outra cidade.
André vinha de uma cidade pobre, com roupas velhas, o cabelo todo bagunçado, mas sempre com um sorriso no rosto.
Ele foi colocado na sala de Gean Michel, o tal “famosinho” da escola.
Mesmo Gean sendo ignorante e hipócrita, sua beleza e seu dinheiro lhe traziam vantagens. Enquanto André não tinha fama, nem dinheiro, nem beleza, mas com sua humildade, seu respeito e toda sua gentileza, se tornou o carinha mais popular da escola. Seu sorriso era encantador, conquistava qualquer menina.
Foi aí que o “playboyzinho” rodou, descobriu que a melhor riqueza é aquela que está dentro do coração, e é pelo coração e de coração que as pessoas aprendem a gostar da gente.

Anna Carolyne Jaffet – 8º ano 9

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Intertextualidade: Contos de terror dos alunos do 9° ano 05 inspirados em curtas de animação



O balão (Exemplo)

Num cruzamento pouco movimentado, uma garotinha atravessa a rua.
O sinal está livre para ela, mas um carro em alta velocidade avança sobre a faixa e atinge a frágil menina.
O monstro ao volante foge do local e a garotinha desacordada está caída no asfalto.
De repente a menina desperta. Ela está num lugar estranho, frio e escuro. Sozinha e assustada ela abraça o próprio corpo tentando se esquentar e se proteger. Enquanto caminha meio se rumo, um feixe de luz a acompanha.
Ela esbarra em algo, se vira e se depara com um palhaço alto, magro e de feições sombrias segurando um balão vermelho. A garotinha se assusta.
O palhaço lhe oferece o balão, mas ela amedrontada não aceita.
Ele se aborrece. Num passe de mágica o palhaço faz surgiu um ioiô. A menina olha receosa, mas encantada, o ioiô se transforma em um novo balão, agora colorido que é oferecido á garota que de novo recusa. O palhaço se irrita.
“Um pirulito...Dois pirulitos... Um novo balão vermelho” O palhaço-mágico quer seduzir a todo custo a garotinha.
O palhaço vira de costas, se agacha, dobra o balão... “Tcharam! Um balão em forma de cachorrinho!” Um pouco de pó mágico e o cãozinho ganha vida: late, abana o rabinho. “Que lindo!” A menina abraça o cachorrinho.

sábado, 4 de julho de 2015

Entrevista com professores

A relação do professor com seus alunos é de fundamental importância para a Educação, pois a partir da forma de agir do mestre é que o aprendiz se sentirá mais receptivo à matéria. A reciprocidade, simpatia e respeito entre professor e aluno proporcionam um trabalho construtivo, em que o educando é tratado como pessoa e não como número. 

Visando a construção dessa convivência pacífica e considerando que qualquer momento é o certo quando se quer demonstrar carinho, administração e respeito, os alunos Eduardo, Marcos Felipe, Carlos Henrique, Tiago, Mansuete, Jackson, Ricardo, Francisco, Flávio e Edson, do segundo ano 09, realizaram entrevistas com alguns dos professores da nossa escola como forma de conhecer melhor os educadores e valorizar sua trajetória profissional.

 A seguir veja as entrevistas e fotos. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Cuide-se!

As alunas Fernanda Yumi e Amanda, do terceiro ano 3, produziram o panfleto a seguir para falar sobre a importância da prática de exercícios físicos para a preservação da saúde.

Meio ambiente

 A construção de uma cultura de paz passa essencialmente por três etapas: a paz interior, a paz com a comunidade e a paz com o meio ambiente. O texto a seguir trata desse terceiro item. A aluno Tamiris Cristine, do segundo ano 10, realizou uma pesquisar sobre Reciclagem e propõe a reflexão sobre a importância dessa estratégia para a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.
O que é Reciclagem
Reciclagem é o processo que visa transformar materiais usados em novos produtos com vista a sua reutilização. Por esse processo, materiais que seriam destinados ao lixo permanente podem ser reaproveitados. É um  termo que tem sido cada vez mais utilizado como alerta para a importância da preservação dos recursos naturais e do meio ambiente.

É possível reciclar materiais diversos, como vidro, plástico, papel, alumínio, dentre outros. A reciclagem desses materiais proporciona uma utilização mais racional de recursos naturais não renováveis e uma redução na poluição da água, do ar e do solo.

Saúde Mental


 "Gostar de si mesmo, sem egoísmo. Apreciar as pessoas em volta. Cuidar da saúde mental e física. Gostar dos seus horários. Não ficar melancólico, mas guardar na lembrança as melhores coisas da vida. E não abrir mão de ser feliz. A busca da felicidade já justifica a existência." Dorival Caymmi.

Saúde Mental
 O QUE É SAÚDE MENTAL?
A maior parte das pessoas, quando ouvem falar em “Saúde Mental” pensam em “Doença Mental”. Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais. Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções.

TER SAÚDE MENTAL É:
  • Estar bem consigo mesmo e com os outros;
  • Aceitar as exigências da vida;
  • Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida;
  • Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário.
LEMBRE-SE:
Todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida.

PARA MANTER SUA SAÚDE MENTAL EM DIA:
  • Mantenha sentimentos positivos consigo, com os outros e com a vida;
  • Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações;
  • Evite consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica;
  • Não use drogas;
  • Pratique sexo seguro;
  • Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;
  •  Pratique a meditação;
  • Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.
 Jennifer Lopes - 3o ano 03.