quinta-feira, 20 de junho de 2013

"A lenda do caixão branco" em versos


Texto do Cordel Produzido pela aluna Francisca Raquel Silva e Silva do 7o ano 13
A lenda do caixão branco

 E do tal caixão branco

Já ouvistes falar?

Então prepare-se,

Pois essa história vou contar!



História medonha,

Pode botar fé

Estranha curiosa.

Mas de deixar neguinho de cabelo em pé.



Foi vivenciada no Sul,

Bem antigamente,

E agora estou aqui,

Contando-a novamente.



Tudo se passava

Numa casa pequena

Onde moravam dois velhos,

Seu Joaquim e Dona Helena.



Diziam que Joaquim

Era pão duro que só.

Economizava, regrava tudo,

Que chegava a dar dó.



Quando chegava visita

Apenas os recebia

Na varanda ficavam

E nem café oferecia.



Chegando a hora de comer,

Ia na cozinha, fazia a refeição

E pedia para a esposa

Continuar a conversação.



Os antigos diziam, que Joaquim

Um segredo guardava

Sua riqueza vinha

Dos pinheiros comercializava.



Mas muitos achavam

Que ele tinha uma maldição

Pois de todo dinheiro que ganhara

Não gastava um tostão.



Aos anos passaram

E Joaquim já estava de idade

E esse era o assunto

Mais comentado na cidade.



Quem vai ficar?

Quem herdará

A riqueza do velho,

Que daqui nada levará?



Após alguns dias,

O velho vem a falecer.

Agora eis a questão:

A quem as terras vão pertencer?



Mas uma coisa

Todo mundo se perguntava:

Onde está o dinheiro?

Em que lugar o velho guardava?



Depois de sete dias

Coisas estranhas começaram a acontecer,

Em rente sua casa

Um caixão branco vinha aparecer.



Mas depois da meia-noite

O caixão iluminado se via

Mostrando o caminho,

Para aquele que o seguia.



Passaram alguns meses

E a casa veio a leilão

E quem foi o sortudo

Que teve a grande satisfação?



Um jovem homem

Esperto e arteiro

Que não fazia outra coisa

A não ser procurar o dinheiro.



E agora?

Será que teve fim?

Será que o rapaz

Encontrou o dinheiro do velho Joaquim?

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