sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Projeto: "Moral da história"


Plano de aula
Língua Portuguesa         Rita Vasconcelos
Turma: 6º ano 1      Duração: 8 aulas
Tema: Moral da história

Justificativa: Na análise das avaliações do segundo bimestre, observou-se que a turma, em quase sua totalidade, não assimilou completamente com se constrói a moral de uma fábula. Embora compreendam que “moral” seja uma espécie de lição que se obtém a partir de uma história, os alunos não conseguiram formular uma conclusão, ou seja, uma “moral” para a fábula trabalhada. Dessa forma faz-se necessária uma intervenção nesse sentido.

Objetivos:
·         Identificar o gênero e a função de um texto: fábulas.
·         Identificar o sentido global de um texto: moral da história.
·         Inferir informações implícitas no texto.
·         Produzir fábulas.


Recursos:
·         Cópias das fábulas.

Avaliação:
·         Correção dos exercícios.
·         Correção das produções de texto.
·         Apresentação de teatro de fantoches.

Práticas:
1.      Ler fábulas e reconhecer suas características em comum.
2.      Formular, coletivamente um conceito para os textos desse gênero (fábula) ressaltando suas características e sua função.
3.      Relacionar enunciados que representam as “morais das histórias” às fábulas correspondentes.
4.      Ler fábulas e formular suas “morais”.
5.      Criar fábulas a partir de “morais” pré-estabelecidas.
6.      Criar fantoches baseados nas fábulas criadas.
7.      Fazer a encenação no teatro de fantoches, das fábulas criadas.

 Atividades 1: Reconhecendo a estrutura e função do gênero textual "Fábula"

O veado vaidoso e os lobos 

                Num certo dia de verão, um veado foi ao lago beber água. Ele aproveitou que as águas estavam iguais a um espelho e ficou admirando a sua própria beleza. Mas não se mostrava nada satisfeito pelo que estava vendo e começou a maldizer-se: 
                 _Os meus chifre são realmente lindos, maravilhosos; mas minhas pernas não combinam nada com minha beleza.  Acho que são grandes e muito finas; realmente, a natureza não foi justa comigo. 
                  Naquele exato momento avistou uma matilha de lobos que vinha em sua direção. Não pensou duas vezes e saiu correndo; os lobos ainda tentaram pegá-lo, mas não conseguiram. 
                  Depois de uma longa corrida, parou para descansar, e então pensou: 
                  _Acho que a natureza não errou; foi graças às minhas pernas finas que consegui salvar-me; esses lindos galhos da minha cabeça só atrapalharam. Se não fosse pela sabedoria da natureza, teria virado jantar dos lobos. 

Moral: Cuidado com a vaidade, pois nem sempre a beleza tem serventia.

A lebre e a tartaruga
 
              Havia uma lebre que vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
              Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
              A lebre muito segura de si aceitou prontamente.
              Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
              Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
              Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
              Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada toda sorridente. Moral: O excesso de confiança pode nos impedir de atingir nossos objetivos.

 Após ler as fábulas, responder às questões a seguir:
1. O que os dois textos têm em comum?
2. Que tipo de texto tem essas características?
3. Qual é a função desse tipo de texto? 

Atividade 2: Relacionar enunciados que representam as “morais das histórias” às fábulas correspondentes. 


  • Enunciados:
  • Não adianta esperar agradecimentos de quem é naturalmente ingrato.
  • Muitas vezes temos de pagar caro pelo nosso egoísmo. 
  • Elogios demais pode ser sinal de inveja.
  • Não devemos julgar que nossos problemas são os mais importantes do mundo, sempre há alguém
  • com um problema maior.
Texto 1
A raposa e o corvo 
 
            Um corvo que passeava pelo campo, apanhou um pedaço de queijo que estava no chão e fugiu, acabando por pousar sobre uma árvore.
A raposa observando-o de longe sentiu uma enorme inveja e desejou de todo, comer-lhe o queijo. Assim pôs-se ao pé da árvore e disse:
_Por certo que és formoso, e gentil, e poucos pássaros há que te ganhem. Tu és bem-disposto e muito falante; se acertaras de saber cantar, nenhuma ave se comparará contigo.
O corvo, soberbo de todos estes elogios, levanta o pescoço para cantar, porém abrindo a boca o queijo caiu-lhe.
A raposa apanhou e foi-se embora, ficando o corvo faminto e traído por sua própria vaidade e ignorância.
Texto 2
O cavalo e o burro

Um cavalo e um burro iam caminhando por uma estrada, seguindo seu dono.
O cavalo não levava nenhuma carga, mas a do burro era tão pesada que ele mal podia andar, e por isso pediu ao seu companheiro que o ajudasse a levar uma parte dela. 
Mas o cavalo, que era egoísta e de mau comportamento, negou-se a prestar ajuda ao pobre burro;
Não demorou muito e este, de tanto esforço, caiu quase morto no caminho.  
O dono até que tentou aliviar a carga, mas ele já não tinha forças nem para andar.
Então o dono dos animais resolveu que o cavalo deveria continuar o caminho com aquela carga. 
Assim, o cavalo que não quis ajudar o burro, teve de levar sozinho todo aquele peso até o final.

Texto 3
As Lebres e as Rãs

             As lebres, animais tímidos por natureza, sentiam-se oprimidas com tanto acanhamento.
             E como viviam, na maior parte do tempo, com medo de tudo e de todos, temendo até a própria sombra, frustradas e cansadas, resolveram dar um fim às suas angústias.
             Então, de comum acordo, decidiram por fim às suas vidas. Concluíram que esta seria a única saída para tamanho impasse, e que apenas assim resolveriam, de forma definitiva, todos os seus problemas e limitações.
            Combinaram então que se jogariam do alto de um penhasco, para as escuras e profundas águas de um lago.
            Assim, quando correm para o lago, várias Rãs que descansavam ocultas pela grama à margem do mesmo, tomadas de pavor ante o ruído de suas pisadas, desesperadas, pulam na água, em busca de proteção.
           Ao ver o pavor que sentiam as Rãs em fuga, uma das Lebres se volta e diz às companheiras:
          _Não devemos mais fazer isso que combinamos minhas amigas! Sabemos agora, que existem criaturas muito mais medrosas que nós!

Texto 4
Os Viajantes e a Árvore

                Dois viajantes, exaustos, após caminharem sob o escaldante sol do meio dia, decidiram descansar à sombra de uma frondosa árvore à beira da estrada.
                Assim, depois de deitarem-se debaixo daquela refrescante e oportuna sombra, já relaxados e aliviados do escaldante calor, um dos viajantes, ao reconhecer que tipo de árvore era aquela, disse para o outro:
               _Como é inútil esse Plátano! Não produz nenhum fruto, e apenas serve para sujar o chão com suas folhas.
               _Criaturas ingratas!_ disse uma voz vinda da árvore. _Vocês estão aqui sob minha refrescante e acolhedora sombra, e ainda se atrevem a dizer que sou inútil e improdutiva?
Plátano: Espécie de árvore ornamental de grande porte.

Atividade 3: Ler fábulas e formular suas “morais”.

Texto A
A Mulher e o Balde de Leite

                  Uma jovem Leiteira, que acabara de coletar o leite das vacas, voltava do campo com um balde cheio, quase a transbordar, sobre sua cabeça.
                  Enquanto caminhava, feliz da vida, dentro de sua cabeça, os pensamentos não paravam de chegar. E consigo mesma, alheia a tudo, planejava as atividades e os eventos que imaginava para os dias vindouros.
                 "Este bom e rico leite me dará um formidável creme para manteiga. A manteiga eu levarei ao mercado, e com o dinheiro comprarei uma porção de ovos para chocar. E Como serão graciosos todos os pintinhos ao nascerem. Até já posso vê-los correndo e ciscando pelo terreiro. Quando o dia primeiro de maio chegar, eu venderei a todos e com o dinheiro comprarei um adorável e belo vestido novo. Com ele, quando for ao mercado, decerto serei o centro das atenções. Todos os rapazes olharão para mim. Eles então virão e tentarão flertar comigo, mas eu imediatamente mandarei todos cuidarem de suas vidas!"
                 Enquanto ela pensava em como seria sua nova vida a partir daqueles desejados acontecimentos, desdenhosamente jogou para trás a cabeça, e sem querer deixou cair no chão o balde com o leite. E todo leite foi derramado e absorvido pela terra, e com ele, se desfez a manteiga, e os ovos, e os pintinhos, e o vestido novo, e todo seu orgulho de leiteira. 

Texto B
A raposa e a cegonha 
 
A raposa e a cegonha mantinham boas relações e pareciam ser amigas sinceras.
Certo dia, a raposa convidou a cegonha para jantar e, por brincadeira, botou na mesa apenas um prato raso contendo um pouco de sopa. Para ela foi tudo muito fácil, mas a cegonha pôde apenas molhar a ponta do bico e saiu dali com muita fome.
_Sinto muito._ disse a raposa_ Parece que você não gostou da sopa.
_Não pense nisso_ respondeu a cegonha_ Espero que, em retribuição a esta visita, você venha em breve jantar comigo.
No dia seguinte, a raposa foi pagar a visita.
Quando sentaram à mesa, o que havia para jantar estava contido num jarro alto, de pescoço comprido e boca estreita, no qual a raposa não podia introduzir o focinho. Tudo o que ela conseguiu foi lamber a parte externa do jarro.
_Não pedirei desculpas pelo jantar._disse a cegonha_ Assim você sente no próprio estômago o que senti ontem.

Texto C
O Asno, a Raposa, e o Leão

                O Asno e a Raposa fizeram um acordo, onde um protegeria o outro dos perigos.
                Depois do pacto firmado, entraram na floresta em busca de alimento. Não foram muito longe e logo encontraram em seu caminho um Leão.
                A Raposa, vendo o perigo iminente, aproximou-se do Leão e lhe propôs um acordo.
                Combinou que o ajudaria a capturar o Asno, desde que lhe desse a sua palavra de honra, de que ela não seria machucada.
                Diante da promessa do Leão, a Raposa atrai o Asno para uma gruta, e o convence a entrar dizendo que ali ele estará em segurança.
                O Leão ao ver já garantido o Asno, por estar encurralado na gruta, deu um bote e agarrou a Raposa.
               Mais tarde, quando estava com fome, voltou e atacou o Asno.

Texto D
As Árvores e o Machado

               Um homem foi à floresta e pediu às árvores, para que estas lhe doassem um cabo para o seu machado novo.
               O conselho das árvores, composto pelos Anciãos considerados sábios, então concorda com o seu pedido, e lhe ofertam uma jovem Árvore, para este fim.
               E logo que o homem coloca o novo cabo no machado, começa furiosamente a usá-lo, e em pouco tempo, já havia derrubado com seus potentes golpes, as maiores e mais nobres árvores daquele bosque.
              Um velho Carvalho, observando a destruição à sua volta, comenta desolado com um Cedro seu vizinho:
              _O primeiro passo, este sim, significou a perdição de todas nós. Se tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, também teríamos preservado os nossos, e poderíamos ficar de pé, ainda por muitos anos. 

Atividade 4: Criar fábulas a partir de “morais” pré-estabelecidas.

Morais para produção de texto

1.      As aparências enganam.
2.      A união faz a força.
3.      Aqui se faz. Aqui se paga.
4.      É melhor prevenir do que remediar.
5.      Os últimos serão os primeiros.
6.      Quem tudo quer, nada tem.
7.      Quem semeia vento, colhe tempestade.

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